⚠️ Falsa médica é presa em Amapá após deixar pacientes com deformidades permanentes
Falsa profissional foi presa no Amapá após procedimentos não autorizados deixarem pacientes com deformidades; vítimas relatam pagamentos de até R$ 14 mil.
💡 Caso reforça importância crítica de verificação de credenciais e regulação; risco de confiança no setor; oportunidade para clínicas bem-reguladas posicionarem transparência e compliance.
📰 Trecho da matéria original (Imediato Online (via Google News)). Continue a leitura na fonte.
Uma mulher de 40 anos foi presa pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28), durante uma operação em uma clínica de estética no bairro Paraíso, em Santana, no Amapá. Segundo as investigações, ela realizava procedimentos estéticos e cirúrgicos sem habilitação profissional. Pelo menos três vítimas relataram complicações, e uma delas sofreu deformidade permanente no rosto.
A clínica foi fechada por funcionar sem alvará e licença sanitária. A investigação aponta que a suspeita não possuía registro ou qualificação para realizar os procedimentos oferecidos no estabelecimento.
De acordo com o delegado Anderson Ramos, a investigação começou após uma paciente denunciar complicações decorrentes de uma harmonização facial conhecida como full face, que incluía aplicação de fios de PDO e toxina botulínica.
Segundo a apuração policial, durante o procedimento, a investigada teria feito cortes profundos no rosto da paciente e retirado gordura e tecido das costas para realizar um enxerto facial. A intervenção teria provocado uma infecção bacteriana, atribuída pela investigação à falta de condições adequadas de assepsia.
A Polícia Civil consultou os conselhos profissionais de medicina, enfermagem e biomedicina, que, conforme o delegado, informaram que a mulher não tinha habilitação para executar os procedimentos investigados.
Vítima relata consequências físicas e psicológicas
Uma das pacientes, identificada como Elizângela Matos, contou que procurou a clínica inicialmente para avaliar a possibilidade de realizar uma blefaroplastia, cirurgia para retirada do excesso de pele das pálpebras. Durante o atendimento, porém, recebeu a oferta de outro procedimento, com fios de PDO e enxerto de gordura para suavizar o chamado “bigode chinês”.
Segundo Elizângela, os primeiros sinais de complicação apareceram entre dois e três dias depois, quando as regiões das aplicações ficaram arroxeadas e começaram a inchar. Ela afirma que enfrentou um ano de dificuldades físicas e psicológicas.
A paciente disse que já conhecia o estabelecimento e havia realizado outros procedimentos no local em 2019. Ela voltou a procurar a clínica após ver publicações nas redes sociais, onde o perfil tinha mais de 31 mil seguidores.
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