📈 Brasileiro busca clínica para combater 'rosto derretido' — novo padrão em sustentação facial
Especialista Ricardo Natali aponta crescimento de demanda por sustentação facial entre novo público que busca rejuvenescimento estrutural, impulsionado por tecnologias como bioestimuladores em caneta.
💡 Sinaliza mudança no perfil de consumo brasileiro: além de rejuvenescimento, há busca específica por firmeza e sustentação, aquecendo mercado de equipamentos (ultrassom, radiofrequência) em clínicas.
📰 Trecho da matéria original (Globo (via NewsAPI)). Continue a leitura na fonte.
Quem busca um consultório de dermatologia vai logo investigando os equipamentos capazes de reverter ou minimizar a flacidez facial. São consumidores que adotaram as canetas emagrecedoras e agora querem mudar a forma do rosto “derretido” com a perda de peso acelerada.
É um mercado em expansão no Brasil e no mundo. No ano passado, segundo a Grand View Research, o mercado de medicina estética movimentou globalmente US$ 98 bilhões, sendo 40% referente a tratamentos com injetáveis e o uso de tecnologia estética, por exemplo. Pelo levantamento, o setor deve alcançar US$ 109,2 bilhões este ano e chegar a US$ 240 bilhões em 2033. Já o instituto Market & Market informa que o Brasil movimentou US$ 712 milhões em 2025 e projeta o patamar de US$ 1,2 bilhão até 2033, uma taxa de crescimento anual composta de 9,8%.
“Praticamente todos os pacientes que entram na clínica estão usando Ozempic, Mounjaro entre outros”, diz o dermatologista Bruno Lages, da clínica Otávio Macedo, uma das mais tradicionais de São Paulo.
“Há um novo público que talvez não recorresse a tratamentos de alta tecnologia antes, mas que agora chega as clínicas médicas em busca de uma sustentação facial que foi perdida com as canetas (GLP-1)”, diz Ricardo Natali, CEO da Jeisys, empresa sul-coreana de tecnologia de medicina estética.
A concorrência entre os médicos especialistas para atrair esses usuários tem sido cada vez mais acirrada. A demanda por procedimentos menos invasivos (não-cirúrgicos) tem expandido e incrementado as vendas de equipamentos em especial dos fabricantes coreanos, que se tornaram referência em tecnologias de tratamento estético e que surfam a onda da “k-beauty”, a beleza coreana.
O entendimento hoje é que a pele precisa ser tratada em camadas e cada equipamento promete atuar com diferentes recursos em níveis de profundidade distintos. “Ultrassom microfocado, radiofrequência monopolar e microagulhada são tecnologias já estabelecidas e presentes nos consultórios”, diz Marília Lima, diretora de marketing da distribuidora de equipamentos Entera.
No caso dos pacientes que usam as canetinhas, o desafio dos fabricantes é lançar inovações que ajudem a preservar ou até estimular a produção de gordura que sustenta a face, e traduzir os benefícios de suas máquinas sem engolfar o cliente e o paciente em uma nova onda de marketing.
Dessa forma, o desejo de parte do público mudou. Quem antes queria afinar o rosto, hoje busca recuperar o contorno perdido com muito mais naturalidade. Uma sondagem da OpinionBox para a Jeisys, feita em fevereiro com 423 mulheres e homens com mais de 25 anos de idade, das classes A e B, mostra que 44% dos respondentes têm medo de parecer artificial com os tratamentos e 78% estariam dispostos a pagar mais por protocolos personalizados.
Entre as queixas mais recorrentes, 40% querem reverter a flacidez e 37% evitar o envelhecimento precoce. A pesquisa também revelou a ciência como fator determinante de credibilidade, a necessidade de apresentação de resultados clínicos comprovados foi citado por 88% dos entrevistados. Só 1,2% disse confiar na recomendação de influenciadores.
O marketing dessas empresas passa pela construção de reputação clínica, ou seja, convencer médicos com credibilidade no setor a fazer a experimentação e estabelecer novos protocolos, divulgar inovações científica em congressos, apresentar cases em roadshows pelo país, publicar revistas técnicas e investir num pós-venda que inclui até consultoria para o plano de divulgação dos tratamentos da clínica. A Jeisys criou até uma plataforma com peças prontas que podem ser compartilhadas pelos médicos em redes digitais.
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