👨⚕️ Harmonização facial: protocolos de cuidados mudam conforme fase da vida do paciente
Artigo técnico orienta profissionais sobre como protocolos de preenchimento e injeção precisam ser adaptados às mudanças fisiológicas e necessidades estéticas em cada fase do envelhecimento.
💡 Conhecimento sobre variação de necessidades ao longo do envelhecimento orienta protocolos de médicos, diferencia ofertas de clínicas e reduz risco de complicações e insatisfação.
📰 Trecho da matéria original (terra.com.br (via Google News)). Continue a leitura na fonte.
Os pacientes e profissionais já não associam a harmonização facial apenas à busca por mudanças marcantes na aparência, mas a envolvem também na prevenção, na manutenção da qualidade da pele e em estratégias de envelhecimento saudável. No entanto, os cuidados e objetivos de um procedimento estético não são necessariamente os mesmos aos 30, 40, 50 ou 60 anos. O envelhecimento provoca mudanças progressivas na pele e em diferentes estruturas da face, o que exige avaliações individualizadas.
Simone Lima, especialista em harmonização orofacial e professora do Instituto Orofacial das Américas conta que a idade deve ser considerada no planejamento, mas não pode ser o único critério. "A idade cronológica orienta, mas não determina o tratamento. Por volta dos 30 anos, o foco costuma ser preventivo: preservar a qualidade da pele, estimular colágeno e controlar a movimentação muscular excessiva com toxina botulínica, quando houver indicação", explica.
Segundo a especialista, a partir dos 40 anos, as alterações estruturais tendem a ficar mais perceptíveis. "Aos 40, tornam-se mais perceptíveis a perda de sustentação, as alterações de contorno e o início da flacidez. A partir dos 50, geralmente é necessário combinar tecnologias, bioestimuladores e reposição estratégica de volume. Depois dos 60, o planejamento deve ser ainda mais cuidadoso, respeitando a qualidade dos tecidos e reconhecendo quando procedimentos minimamente invasivos não substituem uma indicação cirúrgica", afirma.
Simone explica que o envelhecimento facial acontece em diferentes camadas e, por isso, o tratamento não deve se limitar à aplicação de produtos para preencher rugas. "O envelhecimento facial não acontece apenas na pele, mas em diferentes camadas. Com o passar dos anos, ocorrem redução de colágeno, redistribuição dos compartimentos de gordura, alterações musculares e ligamentares e reabsorção de pontos ósseos importantes para a sustentação facial", diz.
Por esse motivo, o planejamento precisa considerar a estrutura responsável por cada alteração. "Não basta preencher rugas ou simplesmente adicionar volume: é necessário compreender qual estrutura está causando aquela alteração. Quanto mais sinais de envelhecimento estiverem estabelecidos, maior poderá ser a necessidade de associar terapias", explica.
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