😊 Tendência no Brasil: mulheres priorizam preservar expressão natural do rosto em procedimentos estéticos
O GLOBO acompanha mudança em padrão de consumo: pacientes buscam procedimentos que mantenham expressividade facial em vez de transformação radical, sinalizando reposicionamento de demanda.
💡 Shift de 'transformação' para 'preservação de expressão' reposiciona demanda; profissionais precisam oferecer procedures subtis e manutenção, não apenas intervenção transformadora.
📰 Trecho da matéria original (O GLOBO (via Google News)). Continue a leitura na fonte.
A maneira como Letícia Colin aparece em "Quem Ama Cuida" tem chamado atenção por um detalhe que vai além da atuação: a atriz mantém visíveis suas marcas de expressão e os movimentos naturais do rosto diante das câmeras. Aos 36 anos, ela já experimentou toxina botulínica, mas conta que não se adaptou à sensação de ter parte da expressividade reduzida. Hoje, prefere "cultivar rugas", uma escolha pessoal que se conecta a uma discussão cada vez mais presente na estética: até que ponto cuidar da pele precisa passar pela eliminação das marcas que surgem ao longo da vida?
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A questão acompanha uma transformação na forma como parte dos pacientes chega aos consultórios. Segundo a enfermeira Bárbara Peres , a busca por resultados mais discretos e individualizados tem ganhado espaço.
"Hoje muitas mulheres não querem necessariamente um rosto sem nenhuma linha. Elas querem cuidar da pele, suavizar aquilo que incomoda e continuar se reconhecendo no espelho. A naturalidade passou a fazer parte do resultado desejado, e isso exige um tratamento muito mais individualizado", explica.
Nesse contexto, a toxina botulínica não precisa resultar em um rosto imóvel. O procedimento atua principalmente sobre as chamadas rugas dinâmicas, que aparecem ou ficam mais evidentes durante movimentos como sorrir, franzir a testa ou fazer outras expressões. A resposta, no entanto, depende da indicação, da aplicação e das características de cada pessoa.
Especialista em harmonização orofacial, Simone Lima explica que a substância reduz temporariamente a contração de determinados músculos da face. Com aplicações sucessivas, a diminuição dessa força muscular também pode retardar a transformação de algumas linhas de movimento em marcas que permanecem aparentes mesmo quando o rosto está em repouso.
"A toxina botulínica faz as duas coisas, mas é importante entender seus limites. Ela age reduzindo temporariamente a contração de músculos específicos da face. Ao diminuir repetidamente essa força muscular sobre a pele, também podemos retardar a transformação dessas linhas de movimento em marcas que permanecem visíveis mesmo com o rosto em repouso", detalha.
A especialista ressalta que o recurso não interrompe as demais transformações que acontecem com o passar do tempo. Perda de colágeno, exposição à radiação ultravioleta, alterações hormonais e mudanças na estrutura da pele continuam fazendo parte desse processo.
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