🤖 Inteligência artificial transforma a forma como brasileiros escolhem cosméticos
Plataformas de IA estão alterando o processo de recomendação e decisão de compra de produtos de beleza, impactando como marcas se posicionam perante consumidores.
💡 Adoção de IA em recomendação de beleza reposiciona vantagem competitiva: marcas com dados de cliente ganham terreno, mas profissionais que construíam credibilidade via conselho precisam se reinventar em canais digitais.
📰 Trecho da matéria original (gizmodo.com.br (via Google News)). Continue a leitura na fonte.
Comprar um cosmético sempre envolveu alguma tentativa e erro. Encontrar o tom certo, entender o próprio tipo de pele ou descobrir qual produto funciona melhor pode exigir tempo e experimentação. A inteligência artificial começa a alterar essa lógica. Para empresas como a L’Oréal , algoritmos deixaram de ser apenas ferramentas internas e passaram a ocupar uma posição estratégica, capaz de transformar dados em experiências cada vez mais individuais. O próximo passo é fazer isso sem eliminar aquilo que continua sendo essencialmente humano.
Durante muito tempo, tecnologia dentro de uma empresa de cosméticos significava principalmente sistemas administrativos, logística, bancos de dados e infraestrutura.
A L’Oréal se define atualmente como uma empresa de Beauty Tech, combinando mais de um século de pesquisa científica com inteligência artificial , análise de dados e novas ferramentas digitais.
Segundo Rocío Caldi, CIO da L’Oréal Groupe Cone Sul, a companhia acumulou uma enorme base de informações sobre beleza ao longo de seus 116 anos. Mas a vantagem não estaria simplesmente na quantidade de dados disponíveis.
O desafio é transformar essas informações em produtos e experiências mais personalizados, inclusivos e sustentáveis.
A empresa resume essa estratégia com uma expressão curiosa: Math & Magic.
“Math” representa dados, IA, tecnologia e eficiência. “Magic” reúne criatividade, storytelling, cultura e conexão emocional.
A intenção é fazer com que algoritmos entendam o consumidor sem transformar a beleza em uma experiência puramente matemática.
A personalização não é exatamente novidade na indústria.
O que muda com a inteligência artificial é a escala.
Em vez de dividir milhões de consumidores em alguns grandes grupos, sistemas podem considerar características muito mais específicas, como pele, cabelo, hábitos, estilo de vida e até condições ambientais.
Isso abre caminho para aquilo que a companhia descreve como ultrapersonalização em escala.
Um dos exemplos mais interessantes aparece justamente na IA generativa.
A L’Oréal anunciou uma colaboração estratégica com a OpenAI que pretende utilizar inteligência artificial tanto na experiência do consumidor quanto dentro da própria companhia.
Uma das aplicações é a integração da tecnologia de experimentação virtual de maquiagem da Maybelline, baseada no sistema ModiFace, diretamente ao ChatGPT.
A ideia aponta para uma mudança significativa.
O chatbot deixa de simplesmente explicar qual maquiagem pode combinar com determinada pessoa e começa a participar diretamente da experiência de descoberta do produto.
A transformação não acontece apenas na hora da compra.
Internamente, a inteligência artificial começa a participar do desenvolvimento de cosméticos.
A empresa cita o GPT-Rosalind, utilizado para ajudar pesquisadores a mapear o microbioma da pele e acelerar determinadas etapas do desenvolvimento de produtos.
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