🌿 Naturalidade impõe-se em medicina estética após era dos excessos
Tendência internacional marca rejeição a procedimentos estéticos óbvios, retornando ao ideal de 'parecer-se a si mesmo'; representa reação à over-transformation da década anterior.
💡 Shift cultural para naturalidade afeta demanda por procedimentos radicais, mas cria espaço para serviços sutis e equilibrados; exige profissionais com senso estético refinado.
🌐 Tradução automática por IA do original em espanhol (lne.es (via Google News)). Pode conter imprecisões; em caso de dúvida, consulte o original.
A medicina estética está experimentando uma mudança de tendência. Os tratamentos já não são concebidos unicamente como uma via para transformar determinados traços, mas como uma ferramenta para melhorar a aparência de forma progressiva, natural e respeitosa com a identidade de cada pessoa. A prioridade, cada vez mais, é conseguir uma versão rejuvenescida do próprio rosto sem alterar as características que o tornam reconhecível.
Por ocasião do Dia Mundial da Medicina Estética, celebrado no domingo 6, a Allergan Aesthetics apresentou um estudo internacional que analisa como está evoluindo a relação dos consumidores com essa especialidade médica e o que esperam atualmente quando procuram uma consulta. A pesquisa, realizada entre mais de 12.000 pessoas de nove países, revela algumas das principais tendências que estão marcando o setor.
84% dos entrevistados afirmam que buscam resultados naturais, enquanto 68% preferem melhorar a harmonia do rosto em seu conjunto antes que se concentrarem exclusivamente em corrigir uma zona específica. A isto se soma o crescente interesse pela qualidade da pele, especialmente por aspectos como a hidratação, a luminosidade, a firmeza e a textura.
Para a Dra. Paula Fabero, médica estética, esses dados refletem claramente o que está ocorrendo nas consultas. "Os pacientes já não buscam mudar sua aparência, mas envelhecer de forma natural, evitando os excessos e mantendo sempre sua essência", explica.
A especialista assegura a este periódico que cada vez é mais frequente que os pacientes prefiram avançar pouco a pouco, com tratamentos sutis e progressivos. "Buscam resultados muito sutis, que lhes permitam se ver melhor sem que se perceba o que fizeram", aponta. Em consulta, expressões como "não quero mudar", "não quero parecer estranha" ou "quero continuar sendo eu" se tornaram habituais.
A mudança é especialmente evidente se comparada com tendências de anos anteriores, quando eram mais frequentes as demandas por modificações visíveis: maçãs do rosto com muito volume, lábios superdimensionados ou mandíbulas e queixos muito marcados. Agora, segundo a Dra. Fabero, o objetivo é diferente: "Já não se trata de transformar, mas de potencializar a beleza e a essência de cada paciente sem transformá-la".
Essa evolução também explica que a harmonia facial ganhe importância diante da correção isolada de uma determinada zona. O rosto é entendido cada vez mais como um conjunto, onde as proporções e o equilíbrio entre seus diferentes elementos são fundamentais para conseguir um resultado natural.
Dentro dessa nova concepção da medicina estética, a pele ocupa um papel protagonista. Para a especialista, é "o envoltório global do rosto": uma pele luminosa, hidratada e saudável pode fazer com que uma pessoa tenha uma aparência mais fresca e rejuvenescida mesmo que conserve alguma ruga ou imperfeição.
"Cuidar a pele é a base para que qualquer tratamento tenha sucesso", afirma a doutora. Por isso estão ganhando protagonismo os tratamentos destinados a melhorar sua qualidade, desde a hidratação profunda até a estimulação do colágeno e a melhora da aparência das rugas de expressão.
Porém, existe uma questão pendente: a informação. É que apenas um em cada cinco consumidores considera que está realmente bem informado e 57% reconhecem que não sabem como planejar sua trajetória estética. A internet e, especialmente, as redes sociais multiplicaram o acesso a conteúdos sobre tratamentos, mas nem toda a informação procede de fontes médicas confiáveis.
As fotografias de antes e depois, os filtros no Instagram e determinados conteúdos comerciais podem gerar expectativas pouco realistas. "Os pacientes chegam com muita informação, mas nem sempre com a informação adequada", adverte a Dra. Fabero. Por isso considera fundamental o papel do médico para explicar o que pode conseguir cada tratamento e ajustar as expectativas.
Para quem está considerando se submeter a um tratamento pela primeira vez, sua recomendação é clara: procurar um profissional experiente e qualificado, realizar uma avaliação individualizada e resolver todas as dúvidas antes de tomar uma decisão. "Não há necessidade alguma de correr", lembra.
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