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Tendências☀️ Edição da Manhã · sexta-feira, 4 de setembro de 2026

💊 Usuários de medicamentos para perda de peso buscam procedimentos estéticos para corrigir envelhecimento facial acelerado

Crescimento de pacientes em uso de medicamentos GLP-1 para emagrecimento está gerando demanda por procedimentos estéticos para combater envelhecimento facial acelerado causado pela perda rápida de peso, incluindo preenchimentos e lifting.

💡 Tendência de mercado importante: medicamentos para emagrecimento criam novo segmento de pacientes complementar; representa oportunidade de upsell e combinação de serviços para clínicas que oferecem medicina integrada.

🌐 Tradução automática por IA do original em inglês (Valor International (via Google News)). Pode conter imprecisões; em caso de dúvida, consulte o original.

Pessoas que buscam tratamento dermatológico começam cada vez mais a perguntar sobre equipamentos que podem reverter ou minimizar a flacidez facial. Esses consumidores adotaram medicamentos injetáveis para perda de peso e agora desejam reformular faces que ficaram parecendo "derretidas" pela rápida perda de peso.

É um mercado em crescimento no Brasil e mundialmente. Segundo a Grand View Research, o mercado global de medicina estética gerou US$ 98 bilhões no ano passado, com tratamentos envolvendo injetáveis e tecnologias estéticas respondendo por 40%. A empresa espera que o mercado atinja US$ 109,2 bilhões este ano e US$ 240 bilhões até 2033. A Market & Market, por sua vez, relata que o mercado brasileiro gerou US$ 712 milhões em 2025 e projeta que atingirá US$ 1,2 bilhão até 2033, representando uma taxa de crescimento anual composta de 9,8%.

"Praticamente todo paciente que entra na clínica está usando Ozempic, Mounjaro ou outro medicamento," disse o dermatologista Bruno Lages da Clínica Otávio Macedo, uma das clínicas mais estabelecidas de São Paulo.

"Há um novo grupo de consumidores que talvez não tivesse buscado tratamentos de alta tecnologia anteriormente, mas agora está procurando clínicas médicas para restaurar o suporte facial perdido com injeções [GLP-1]," disse Ricardo Natali, CEO da Jeisys, uma empresa sul-coreana de tecnologia em medicina estética.

A competição entre especialistas médicos que buscam atrair esses consumidores se intensificou. A crescente demanda por procedimentos menos invasivos e não cirúrgicos aumentou as vendas de equipamentos, particularmente de fabricantes sul-coreanos, que se tornaram líderes em tecnologias de tratamento estético e estão capitalizando na tendência K-beauty.

O entendimento atual é que a pele precisa ser tratada em camadas, com cada equipamento prometendo aplicar diferentes tecnologias em profundidades variadas. "Ultrassom microfocalizado e radiofrequência monopolar e com microagulhas são tecnologias bem estabelecidas já utilizadas em práticas médicas," disse Marília Lima, diretora de marketing da distribuidora de equipamentos Entera.

Para pacientes que usam injeções para perda de peso, os fabricantes enfrentam o desafio de desenvolver inovações que ajudem a preservar ou até mesmo estimular a produção de gordura que sustenta o rosto, enquanto comunicam os benefícios de suas máquinas sem sobrecarregar clientes e pacientes com outra onda de hype de marketing.

Como resultado, as preferências de alguns consumidores mudaram. Pessoas que antes queriam um rosto mais fino agora buscam restaurar contornos perdidos com uma aparência mais natural. Uma pesquisa OpinionBox realizada para a Jeisys em fevereiro com 423 homens e mulheres com mais de 25 anos nos grupos socioeconômicos A e B de renda alta descobriu que 44% temiam parecer artificial após o tratamento e 78% estariam dispostos a pagar mais por protocolos personalizados.

Entre as preocupações mais comuns, 40% queriam reverter a flacidez e 37% queriam prevenir envelhecimento prematuro. A pesquisa também descobriu que a ciência foi um fator decisivo no estabelecimento de credibilidade: 88% dos entrevistados citaram a necessidade de apresentar resultados clínicos comprovados. Apenas 1,2% disse confiar em recomendações de influenciadores.

Essas empresas comercializam construindo uma reputação clínica. Isso significa persuadir médicos credíveis no campo a testar o equipamento e estabelecer novos protocolos, apresentar inovações científicas em conferências, exibir casos em roadshows em todo o país, publicar revistas técnicas e investir em serviço pós-venda que pode incluir consultoria sobre planos de marketing de tratamentos das clínicas. A Jeisys até criou uma plataforma com conteúdo pronto que médicos podem compartilhar em redes digitais.

Desde o início, a empresa se comprometeu a fornecer equipamentos exclusivamente à classe médica, criando um mercado protegido fechado para dentistas e cabeleireiros. "Queremos preservar a credibilidade científica da marca e proteger as margens de nossos clientes porque os médicos estão fazendo um investimento substancial," disse Natali.

"Crescemos 30% nos últimos três anos, em grande parte por causa de equipamentos sul-coreanos com tecnologias disruptivas," disse Lima da Entera, que representa, entre outros produtos, as máquinas Liftera e Coolfase fabricadas pela Asterasys da Coreia do Sul. "Somos o maior mercado da empresa, e o Brasil teve um papel decisivo nos resultados que tornaram possível sua oferta pública inicial no ano passado."

A subsidiária brasileira da Jeisys está operando há menos de um ano, mas já se tornou a maior vendedora do Linear-Z, que custa R$ 350.000. O dispositivo de ultrassom micro e macrofocalizado usa pulsos lineares—daí seu nome—e promete um "lifting" de rosto completo indolor em sete minutos.

"O procedimento é tão eficaz e rápido que pode ser realizado durante um intervalo de almoço, e o paciente pode retornar ao trabalho. Está intimamente alinhado com o que os médicos procuram. Vendemos 400 dessas máquinas em todo o país em 12 meses. Esse resultado superou toda a Europa," disse o CEO da Jeisys. A empresa é propriedade do fundo de investimento Archimed. Em uma prática médica, um tratamento facial usando o equipamento custa a partir de R$ 8.000. O executivo também disse que "nossa vantagem é que, com três sessões, este equipamento ajuda a promover a formação de gordura em áreas específicas. Essa descoberta chegou ao mercado em meio ao impacto das injeções para perda de peso e à demanda por formas de reverter a flacidez."

Os médicos, no entanto, recomendam que os pacientes se preparem antes de começar as injeções. "Com um tratamento facial três meses antes, o paciente estará melhor preparado para o processo de perda de peso," disse Lages.

Segundo Natali, a Jeisys está expandindo sua fábrica para apoiar sua internacionalização, particularmente seu crescimento no Brasil. A receita é projetada em R$ 150 milhões este ano e deve atingir R$ 500 milhões até 2030.

O principal desafio é convencer os médicos de que o investimento é comercialmente viável. O equipamento deve ser "alimentado" com consumíveis—os cartuchos usados para entregar pulsos durante o tratamento. As empresas, portanto, desenvolvem planos de negócios para clínicas, fornecem treinamento de vendas para sua equipe e ajudam com preços.

"Também é necessário suporte clínico extenso. Não adianta ter uma Ferrari se você não sabe como dirigi-la," disse Natali. "É por isso que investimos tão pesadamente no serviço pós-venda, porque a maior parte de nossa receita virá da venda de consumíveis. Quanto mais bem treinado e mais motivado o médico estiver, mais nosso negócio pode crescer."

A Entera estima que o Brasil tem 14.000 práticas dermatológicas, apenas 4.000 das quais usam equipamentos. "Também descobrimos que os profissionais mais jovens são os mais interessados em adotar novas tecnologias," disse Lima. A empresa, portanto, pediu à sede sul-coreana da Asterasys para desenvolver uma nova máquina.

A Entera lançou recentemente o Duotera, uma máquina projetada para médicos no início de suas carreiras que requer um investimento menor, começando em R$ 220.000. "Combina duas tecnologias: ultrassom microfocalizado e radiofrequência bipolar. É mais acessível e versátil e pode atender 80% da demanda nas clínicas," explicou Lima. O objetivo é vender até 400 máquinas em dois anos.

Como parte de sua estratégia de expansão, a Jeisys decidiu focar em outra parte do mercado. "Entramos no mercado oferecendo consumíveis [cartuchos] a preços 15% abaixo dos nossos concorrentes, o que nos deu uma grande vantagem competitiva." A empresa também tem mapeado oportunidades além de dermatologistas. "Estimamos que existem 20.000 clínicas—não apenas práticas dermatológicas, mas também clínicas de oftalmologia e ginecologia—que poderiam adotar o equipamento para apoiar os tratamentos."

Fonte: Valor International (via Google News) Ler a notícia na fonte, no idioma original (inglês) ↗
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