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Ciência☀️ Edição da Manhã · quarta-feira, 4 de novembro de 2026

🧠 Cirurgia para enxaqueca pode gerar economia de US$ 365 mil ao ano

Relatório do Conselho de Medicina do Rio (CREMERJ) mostra que cirurgias para mitigação de enxaqueca crônica geram economia de até US$ 365 mil por paciente/ano. O procedimento expande-se como ferramenta de medicina preventiva e minimamente invasiva.

💡 Procedimentos estéticos expandem-se para saúde preventiva com retorno econômico documentado, reforçando legitimidade clínica de medicina minimamente invasiva.

📰 Trecho da matéria original (CREMERJ News (via Google News)). Continue a leitura na fonte.

Pacientes com enxaqueca frequentemente recorrem a tratamentos conservadores, como a aplicação de toxina botulínica e bloqueios nervosos com anestésicos, para reduzir as crises. Mas esse tipo de procedimento tem efeito temporário e frequentemente precisa ser repetido ao longo do ano. Nesse contexto, a cirurgia de enxaqueca se destaca como uma alternativa, principalmente quando existe suspeita de compressão de nervos periféricos.

Um estudo publicado no Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery, realizado com 84 pacientes com neuralgias de cabeça e pescoço submetidos à cirurgia de descompressão de nervos, mostrou que, após o procedimento, o uso de toxina botulínica caiu de 74% para 36%, enquanto a realização de bloqueios de nervos periféricos passou de 87% para 27%. Além disso, entre os 84 pacientes avaliados, os pesquisadores projetaram uma economia anual de US$ 365,8 mil com a redução desses tratamentos.

“A toxina botulínica e os bloqueios precisam ser realizados periodicamente, enquanto a cirurgia é definitiva. Então, além da possibilidade de reduzir as crises, existe também o potencial de diminuir a dependência desses tratamentos repetitivos e, consequentemente, os custos. Quando colocamos isso na ponta do lápis, o impacto pode ser significativo”, explica o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade de Cirurgia de Enxaqueca (Migraine Surgery Society) dos EUA.

No estudo, antes da cirurgia, 62 pacientes utilizavam toxina botulínica. Entre eles, 30% relataram não obter qualquer alívio com a toxina e 46% apresentaram melhora inferior a 50%. Apenas 3% relataram alívio completo. Entre aqueles que responderam ao tratamento, 86% disseram que o efeito durava menos de três meses. “A toxina botulínica age impedindo a contração muscular e, consequentemente, diminuindo a compressão dos ramos dos nervos trigêmeo ou occipital, uma das causas da enxaqueca”, detalha o médico. Já os bloqueios nervosos haviam sido realizados por 73 pacientes. E apesar de proporcionarem, em média, maior alívio do que a toxina botulínica entre aqueles que receberam os dois tratamentos, mais da metade dos pacientes que apresentaram alguma resposta relatou duração inferior a uma semana. “Os bloqueios consistem na aplicação de anestésicos locais próximos aos nervos, podendo proporcionar alívio temporário”, explica o cirurgião.

Após a cirurgia, 33 pacientes deixaram de utilizar toxina botulínica e 52 interromperam os bloqueios nervosos. Entre aqueles que continuaram utilizando a toxina botulínica, metade afirmou que as aplicações passaram a proporcionar maior benefício. O mesmo ocorreu com 39% dos pacientes que ainda necessitaram de bloqueios. “A cirurgia tem como objetivo descomprimir e liberar ramos de nervos periféricos da cabeça e do pescoço que podem estar sendo comprimidos por músculos, vasos ou outras estruturas. Com isso, observamos uma redução duradoura da frequência, intensidade e duração das dores provocadas pela enxaqueca. Com a cirurgia, muitos pacientes ficam totalmente livres das dores ou diminuem drasticamente a necessidade de medicamentos”, diz o especialista.

[…]

Fonte: CREMERJ News (via Google News) Ler a notícia completa na fonte ↗

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