💊 Natura, L'Oréal e Galderma desenvolvem soluções para pele de usuários de GLP-1
Grandes empresas de cosméticos e estética investigam e lançam tratamentos para alterações cutâneas associadas à perda rápida de peso provocada por medicamentos para obesidade (ozempic, saxenda, wegovy), criando novo segmento de negócio.
💡 GLP-1s transformam corpos em meses e criam mercado novo: dermocosméticos para flacidez, combinações com lifting/radiofrequência e bioestimuladores viram categorias. Quem investir cedo (produto, treinamento, parcerias) captura crescimento exponencial.
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Natura, L’Oréal e Galderma investigam tratamentos para alterações na pele associadas à perda rápida de peso.
O avanço dos medicamentos para obesidade está criando novas oportunidades para a indústria cosmética e de estética. Empresas como Natura, L’Oréal e Galderma estão investigando tratamentos voltados às alterações na aparência da pele associadas à perda acelerada de peso, incluindo flacidez, redução do volume facial e perda de firmeza. O movimento acompanha a expansão do uso de medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Zepbound.
Segundo reportagem publicada pela Reuters em 21 de outubro de 2026, as companhias estão avaliando produtos e procedimentos para atender consumidores que apresentam mudanças na aparência do rosto durante o emagrecimento. O fenômeno ganhou popularidade com a expressão “rosto Ozempic”, embora especialistas ressaltem que as alterações estão relacionadas principalmente à perda rápida de peso, e não necessariamente a um efeito direto dos medicamentos.
A dimensão dessa oportunidade acompanha o crescimento do mercado farmacêutico. A Pfizer estima que as vendas globais de medicamentos para obesidade possam alcançar US$ 150 bilhões anuais até 2030. Paralelamente, projeções de 2025 da consultoria Boston Consulting Group indicam que a receita dos tratamentos clínicos voltados a essas alterações estéticas poderá avançar de aproximadamente US$ 700 milhões para US$ 2 bilhões em cinco anos.
A Natura está entre as empresas brasileiras que acompanham esse movimento. Manuel Krauss, diretor de inovação e pesquisa e desenvolvimento da companhia, informou à Reuters que a empresa está testando produtos existentes diretamente em consumidores que utilizam medicamentos GLP-1, além de desenvolver uma nova geração de tratamentos.
Segundo o executivo, o crescimento dessa categoria farmacêutica está criando necessidades de beleza em velocidade inédita. A estratégia da Natura considera que as próximas soluções poderão ultrapassar os cosméticos tópicos tradicionais, combinando diferentes formatos, incluindo suplementos e produtos ingeríveis.
A L’Oréal também conduz estudos específicos com usuários de medicamentos GLP-1. Delphine Viguier-Hovasse, diretora de inovação e prospecção do grupo, afirmou que esse público representa uma parcela cada vez mais relevante dos consumidores globais, justificando pesquisas direcionadas às suas necessidades cutâneas.
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