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Mundo🌆 Edição da Tarde · domingo, 18 de outubro de 2026

👃 Rinoplastia não-cirúrgica ganha espaço como alternativa viável

Técnicas non-surgical de rinoplastia (preenchimento, injetáveis, manobras de ponta) surgem como opção para pacientes que buscam melhorar a forma do nariz sem submeter-se a cirurgia invasiva.

💡 Non-surgical rhinoplasty democratiza acesso a procedimentos e expande mercado; casos complexos ainda exigem cirurgia, criando segmentação clara de pacientes e oportunidades complementares.

📰 Trecho da matéria original (Correio Braziliense (via Google News)). Continue a leitura na fonte.

A busca pelo "nariz perfeito" sem encarar o bisturi nem o doloroso pós-operatório de uma cirurgia plástica virou febre nas clínicas de estética e nas redes sociais. A rinomodelação preenchedora surge como a principal alternativa para quem deseja corrigir pequenas imperfeições — como a giba óssea ou a ponta caída — em poucos minutos.

Diferentemente da rinoplastia cirúrgica — que altera a estrutura óssea e cartilaginosa do nariz de forma permanente —, a rinomodelação é um procedimento preenchedor. Utilizando substâncias reabsorvíveis pelo organismo, principalmente o ácido hialurônico, o profissional consegue camuflar pequenas assimetrias, alinhar o dorso nasal e até dar uma leve empinada na ponta.

A cirurgiã plástica Carine Barreto explica qual é o perfil indicado para o procedimento. "Adultos que desejam corrigir pequenas irregularidades de contorno, depressões ou assimetrias discretas, com expectativas realistas." Em alguns casos, a médica explica que é possível disfarçar uma pequena saliência no dorso, preenchendo as áreas ao redor. "É fundamental, porém, explicar que o procedimento acrescenta volume e não diminui o nariz", afirma.

Existe um mito frequente de que o preenchimento pode diminuir o nariz. Na verdade, o que ocorre é um efeito visual. Ao preencher a depressão acima ou abaixo de uma giba óssea, por exemplo, o médico cria uma linha reta contínua no dorso. O nariz ganha volume real, mas passa a impressão visual de ser mais reto e harmônico, o que muitas pessoas interpretam, erroneamente, como uma redução de tamanho.

Para casos nos quais há a necessidade de cirurgia devido a problemas respiratórios causados por alterações estruturais, a solução é a rinoplastia. Além disso, Carine elucida que, quando o objetivo é reduzir o tamanho, estreitar estruturas, remover uma saliência óssea ou modificar de forma significativa os ossos e cartilagens, o preenchimento não consegue substituir o procedimento mais invasivo.

A rinomodelação sempre deve ser feita com os materiais adequados e por profissionais da área. A otorrinolaringologista Joana Tavares afirma que profissionais habilitados são aqueles que têm domínio sobre a anatomia nasal, como cirurgiões plásticos, otorrinolaringologistas e dermatologistas.

Além disso, a aplicação só deve ser feita com substâncias que tenham o aval de órgãos reguladores, como o Conselho Federal de Medicina e a Anvisa. "O ácido hialurônico é considerado a primeira escolha por oferecer uma segurança adicional. Além de ser uma substância absorvível pelo organismo ao longo do tempo, ele pode ser dissolvido com a aplicação de uma enzima chamada hialuronidase. Existem outros produtos absorvíveis, como a hidroxiapatita de cálcio, conhecida comercialmente como Radiesse, que teoricamente podem ser utilizados para fazer ajustes no nariz", afirma Joana.

Uma das razões que explicam o sucesso da rinomodelação é sua praticidade e reversibilidade. Além de ser um procedimento que pode ser revertido, o processo leva somente de 20 a 45 minutos para ser concluído. Para garantir o conforto do paciente, a aplicação é realizada com anestesia local — seja por cremes anestésicos, seja injetáveis —, tornando a intervenção praticamente indolor.

Ao contrário da rinoplastia cirúrgica, que exige dias de repouso e afastamento das atividades diárias, o preenchimento não exige tempo de recuperação. O paciente pode sair diretamente da clínica e retornar à sua rotina habitual. No entanto, é comum surgir um leve inchaço, sensibilidade ao toque ou pequenos hematomas nos primeiros dias, reações normais e temporárias da manipulação da região.

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Fonte: Correio Braziliense (via Google News) Ler a notícia completa na fonte ↗
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