⚠️ Casos de infecção grave em glúteos após ácido hialurônico alertam para riscos de procedimentos
Múltiplos relatos no Brasil de infecções sérias após injeção de ácido hialurônico em glúteos resultaram em internações e intervenções cirúrgicas, com remoção de tecido danificado.
💡 Reforça importância crítica de protocolos de biossegurança rigorosos, profissionais credenciados e regulação adequada, afetando práticas em clínicas, percepção de segurança entre consumidores e fornecedores de insumos.
📰 Trecho da matéria original (G1 (via Google News)). Continue a leitura na fonte.
A empresária Patricia Coelho Fernandes, de 25 anos, teve parte do glúteo retirada após infecção por aplicação de ácido hialurônico.
O procedimento ocorreu em 3 de agosto e os primeiros sintomas surgiram no mesmo dia. Patrícia desmaiou em casa e precisou ser hospitalizada.
Patrícia passou por 3 cirurgias para remover o tecido comprometido. Ela move um processo judicial contra a clínica e a biomédica responsável.
A clínica Boto Lips afirmou usar produtos regulares. A empresa alegou que a paciente descumpriu orientações ao realizar bronzeamento a jato após o procedimento.
A defesa da paciente contestou a versão, afirmando que o bronzeamento foi recomendado pela biomédica. Médicas descartaram relação do bronzeamento com a infecção.
Empresária do RS tem infecção e passa por três cirurgias após aplicação de ácido
Depois de passar por três cirurgias e ter parte do tecido dos glúteos retirada para tratar uma infecção , a empresária Patricia Coelho Fernandes, de 25 anos , afirma que passou a conviver com mudanças no corpo e com o medo de enfrentar um novo procedimento.
Patrícia apresentou o quadro após realizar um preenchimento glúteo com ácido hialurônico, em 3 de agosto, em Porto Alegre. Durante as intervenções, os médicos precisaram retirar tecido comprometido pela infecção . Segundo a empresária, uma das regiões ficou mais funda depois das cirurgias .
A extensão definitiva das alterações ainda depende da cicatrização e de avaliação médica. Mesmo diante da possibilidade de uma intervenção reparadora, Patrícia diz que ainda não sabe se terá coragem de voltar a se submeter a um procedimento.
"Eu nem sei se vou reparar isso que ficou, porque estou realmente horrorizada de passar por alguma intercorrência de novo", afirma. "Eu tenho 25 anos e estou com uma deformidade."
Patricia relata que os primeiros sintomas começaram ainda durante o procedimento . Horas depois, ela foi levada pelo marido a um hospital após desmaiar dentro de casa.
Documentos médicos anexados a um processo judicial movido por ela contra a clínica e a biomédica responsável pelo procedimento registram infecções nos dois lados dos glúteos.
“Eu falei para o meu esposo: ‘Eu estou desmaiando, me leva para o hospital’. Depois, lembro de acordar com ele me sacudindo e pedindo para eu acordar", disse. “Eu só pedia para Deus não me levar."
Antes da infecção, Patrícia já havia realizado outros procedimentos estéticos, inclusive preenchimentos na região glútea e com a mesma profissional. Ela conta que nunca havia apresentado uma complicação e que considerava a aplicação de ácido hialurônico uma intervenção simples.
"Para mim, o preenchimento era como fazer um preenchimento no rosto. Eu pensava que o risco era um lado ficar um pouco maior do que o outro e depois ser corrigido. Jamais imaginei uma infecção, uma internação e três cirurgias."
Patrícia afirma que, durante as cirurgias, os médicos explicaram que parte do tecido havia sido comprometida pela infecção e precisava ser retirada. O procedimento, chamado de debridamento, consiste na remoção de tecido morto ou danificado para ajudar no controle da infecção e na recuperação da região.
Segundo Patrícia, uma das médicas explicou que tentou preservar o máximo possível dos glúteos, mas precisou retirar uma quantidade significativa de tecido.
“Ela foi bem sincera comigo e disse que teve que tirar bastante tecido. É o lado em que eu já percebo a deformidade, porque ficou fundo para dentro.”
Depois da alta, Patrícia continua o tratamento em casa.
3 de agosto : Patricia Coelho Fernandes realiza o preenchimento glúteo com ácido hialurônico em Porto Alegre. Segundo a paciente, a dor intensa começa ainda durante a aplicação. Madrugada de 4 de agosto: Patrícia relata tremores, suor, fraqueza e desmaios em casa. O marido a leva ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Primeira semana de agosto: a paciente permanece internada por alguns dias no HPS. Os primeiros exames não teriam identificado necessidade de drenagem e ela recebe alta. Dias seguintes: Patrícia relata piora da dor e do inchaço. Após uma avaliação em clínica particular, procura o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. 15 de agosto: Patrícia é internada no Hospital Moinhos de Vento, segundo a documentação médica apresentada no processo. 18 de agosto: é realizada a primeira cirurgia, com drenagem de secreção e retirada de tecido comprometido. Material coletado identifica a bactéria Enterobacter bugandensis . 27 de agosto: Patrícia passa pela segunda cirurgia, com novo procedimento nos dois lados da região glútea. 1º de setembro: é realizada a terceira cirurgia, também com intervenção bilateral e tratamento local da infecção. 2 de setembro: Patrícia recebe alta do Hospital Moinhos de Vento e a ação por danos morais e materiais contra Carolina Machado Ramos e a Boto Lips Centro Estético Ltda. é distribuída à Justiça.
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